HONPAR - Hospital Norte do Paraná

Sábado - 27 de Novembro de 2021

HONPAR REALIZA TÉCNICA QUE SALVA PACIENTES CARDÍACOS GRAVES

16 de Dezembro de 2020

HONPAR REALIZA TÉCNICA QUE SALVA PACIENTES CARDÍACOS GRAVES

Paciente de 71 anos passou pela intervenção e já recebeu alta

 

A doença é comum na população mais idosa, chamada de estenose aórtica (EA) ela preocupa quando o paciente apresenta sintomas como a descompensação cardíaca, com edema, falta de ar e o cansaço. A recomendação nesses casos é de cirurgia para substituir a válvula, mas muitos pacientes não podem fazer por conta dos riscos, que são altos no protocolo tradicional com o peito aberto. Isso porque, muitos desses pacientes já passaram por outras cirurgias cardíacas, e uma nova, nem sempre é recomendada.
Uma nova técnica tem ajudado nesses casos, que é o implante de válvula aórtica transcateter, ela requer um corte muito pequeno e é feita com uso de fluoroscopia e guiada pela ecocardiografia, e é indicada para pacientes com risco cirúrgico elevado, e tem apresentado resultados iguais e com taxa de sobrevivência até superior em muitos casos. Mais recente no Brasil, a técnica é muito utilizada nos Estados Unidos e Europa no tratamento desses pacientes.
Esse implante exige tecnologia, e experiência do corpo clínico. E depois de casos bem sucedidos no Paraná, ela foi aplicada pela primeira vez no HONPAR – Hospital Norte do Paranaense na última quarta-feira. A equipe do cirurgião cardíaco Alexandre Muracami realizou a intervenção no paciente João Siqueira Rodrigues, um advogado aposentado de 71 anos. Ele já tinha feito quatro pontes safena, e outra cirurgia não era recomendada. “Estou bem confiante e a recuperação é rápida, quero sair a tempo de votar no meu filho e genro nessas eleições”- disse ele. E conseguiu, a cirurgia foi um sucesso e ele recebeu alta na sexta-feira.
Dr. Murakami lembra que a nova técnica é para casos graves, pacientes que passaram por mais de uma cirurgia. “Com a válvula comprimida no cateter avançamos com a prótese no lugar da válvula ativa, mas debilitada. Com a troca o paciente tem uma pronta melhora”. Hoje a intervenção não está disponível para o SUS, mas para particulares e convênios.

COMPARTILHE

Voltar