HONPAR - Hospital Norte do Paraná

Quinta-feira - 23 de Maio de 2019

MEDICINA NUCLEAR

21 de Outubro de 2016

O que é Medicina Nuclear ?

A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que utiliza técnicas seguras e indolores para formar imagens do corpo e tratar doenças. É única por revelar dados sobre a anatomia e a função dos órgãos, ao contrário da radiologia, que tipicamente mostra apenas a estrutura anatômica dos órgãos. É uma maneira de coletar informações diagnósticas que, de outra forma, não estariam disponíveis, requereriam cirurgia ou necessitariam de exames mais caros e dolorosos.
A Medicina Nuclear permite observar o estado fisiológico dos tecidos de forma não invasiva, através da marcação de moléculas participantes nesses processos fisiológicos com doses muito baixas de elementos radioativos (radiofármacos). Desta forma, a fisiologia de um determinado organismo pode ser imitada, fornecendo, então, uma grande quantidade de aplicações deste método diagnóstico em patologias diversas tais como câncer, metástase, doenças do coração, dos rins, da tireoide, demências, dentre outras. Esses processos serão detectados por meio de um aparelho denominado gama-câmara e o exame é conhecido como cintilografia.
Além disso, a Medicina Nuclear se presta também ao tratamento do estado hiperfuncional da glândula tireoide (hipertireoidismo), do câncer da tireóide e tumores neuroendócrinos (feocromocitoma, neuroblastoma), de dores ósseas de origem neoplásica ou não.
De forma diversa a outros métodos de imagem, tais como ressonância ou tomografia, que fazem exames de segmentos específicos do corpo, a Medicina Nuclear é capaz de realizar exames de corpo inteiro numa única tomada, as chamadas “pesquisas de corpo inteiro”. Neste tipo de exame, pode –se utilizar diversos tipos de radiofármacos, os quais vão variar de acordo com a patologia a ser estudada.
Tipos de Exames mais utilizados em Medicina Nuclear:
Cintilografia do miocárdio (coração): para avaliar a presença de isquemia miocárdica, fibrose miocárdica, função cardíaca. Trata-se de uma avaliação mais conservadora, podendo-se evitar a realização a cateterismo, por exemplo;
Cintilografia óssea: para avaliar metástases ósseas, lesões esportivas, fraturas ocultas, osteomielite e dores ósseas em geral;• Cintilografia da tireoide: para avaliar a função e a natureza metabólica dos nódulos tireoidianos, assim como a funcionalidade da tireoide.
Cintilografia renal (DTPA e DMSA): para avaliar a função dos rins e das vias urinárias, definir a existência de obstrução ou de cicatrizes renais;• Cintilografia pulmonar: para avaliar a ventilação e a perfusão sanguínea pulmonar, sendo útil da pesquisa de embolia pulmonar ou na programação de cirurgias pulmonares;• Cintilografia hepatobiliar (fígado e vias biliares): para determinar a função do fígado e da vesícula biliar, sendo especialmente importante no diagnóstico de colecistite e na avaliação de nódulos hepáticos;• Cintilografia para pesquisa de refluxo gastroesofágico: determina a existência do refluxo gastroesofágico ou de aspiração pulmonar, de maneira rápida e fácil, podendo ser realizada em adultos ou crianças;• Cintilografia de perfusão cerebral: útil no diagnóstico de acidentes vasculares cerebrais agudos ou não, sendo também utilizado na pesquisa de demências, focos de epilepsia;• SPECT cerebral com TRODAT: cintilografia realizada com técnica tomográfica, visando ao diagnóstico e avaliação terapêutica da doença de Parkinson, parkinsonismo, hiperatividade;• Pesquisa de linfonodo sentinela: método de última geração utilizado com o intuito de preservar cadeias de linfonodos em pacientes portadores de câncer de mama ou melanoma que serão submetidos à abordagem cirúrgica;• Linfocintilografia: exame capaz de avaliar a drenagem linfática dos membros superiores e inferiores, auxiliando na avaliação e no tratamento de edemas.
Qual é a exposição à radiação dos pacientes, devido aos radiofármacos?
A maioria dos procedimentos diagnósticos da Medicina Nuclear (nos quais se usam radiofármacos marcados com tecnécio) expõe o paciente à metade (ou muito menos) da dose radioativa geralmente usada na tomografia computadorizada. A dose de radiação é equivalente à exposição anual à radiação por raios-x natural.
Quais são os benefícios do radiodiagnóstico por Medicina Nuclear?
• Fornece informação sobre a funcionalidade dos órgãos; • Permite imagens (não invasivas) de todo o corpo em um único exame;
• Em alguns casos, realiza a detecção mais precocemente da doença do que com outras modalidades, pois as alterações identificadas são funcionais e não anatômicas;
• Emite doses de radiação muito menores do que em outros métodos diagnósticos, tais como a tomografia; • Há um índice muito baixo de reações adversas (efeitos colaterais) aos radiofármacos, quase irrelevantes na prática clínica.
O que diferencia a Medicina Nuclear das outras técnicas de imagem?
Alterações morfológicas, incluindo fluxo, permeabilidade e distribuição de fluidos em órgãos ou tecidos (por exemplo, tamanho e contorno) podem ser demonstradas com excelente resolução espacial pela tomografia, ressonância ou ultrassonografia. Em contraste, a Medicina Nuclear permite diagnosticar doenças com base nas alterações funcionais ou metabólicas, que geralmente ocorrem antes das alterações morfológicas, no curso de uma determinada patologia.
Isto se deve ao fato de que os radiofármacos são altamente específicos, permitindo detectar anormalidades funcionais bem definidas, em vez de fenômenos morfológicos realçados por contrastes menos específicos, utilizados na tomografia ou ressonância. Assim, a Medicina Nuclear tem potencial para diagnóstico precoce, o qual pode ser especialmente útil no caso do câncer. Além disso, possibilita o estudo de todo o corpo numa única tomada de imagem.

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